segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Do livro O Urbanismo (Françoise Choay)

" Dêem uma volta em torno de seus monumentos edinburgueses... tabuleiros, mais tabuleiros, sempre tabuleiros, um deserto de tabuleiros... Esses tabuleiros não são prisões para o corpo, mas sepulturas para a alma,

protesta Ruskin, em uma de suas conferências. Morris e ele preconizam a irregularidade e a assimetria, que são a marca de uma ordem orgânica, quer dizer, inspirada pela potência criadora da vida, cuja expressão mais elevada é dada pela inteligência humana. Só uma ordem orgânica é sucetível de integrar as heranças sucessivas da história e de levar em consideração as particularidades da paisagem.

(...)

Uma parte considerável das características essencias de beleza está subordinada a expressão da energia vital nos objetos orgânicos ou à submissão a essa energia de objetos naturalmente passivos e impotentes.

a deformidade espalhada pela sociedade industrial resulta de um processo letal, de uma desintegração por carência cultural. Esta só pode ser combatida por uma série de medidas coletivas, entre as quais se impõe particularmente o retorno a uma concepção de arte inspirada pelo estudo da Idade Média.

Se a arte que agora está doente deve viver, e não morrer, deverá, no futuro, vir do povo, ser destinada ao povo e feita por ele.

Essa arte, meio por excelência de afirmar uma cultura, está ligada à tradição e só pode desenvolver-se pela mediação de um artesanato."

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