domingo, 5 de outubro de 2014

Por muito tempo estava procurando este documentário, ele está dividido em partes e esta é uma das minhas favoritas,grass - maconha.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Estamos nós, que vivemos no presente, condenados a nunca experimentar a autonomia, nunca pisarmos, nem que seja por um momento sequer, num pedaço de terra governado apenas pela liberdade? Estamos reduzidos a sentir nostalgia pelo passado, ou pelo futuro? Devemos esperar até que o mundo inteiro esteja livre do controle político para que pelo menos um de nós possa afirmar que sabe o que é ser livre? Tanto a lógica quanto a emoção condenam tal suposição. A razão diz que o indivíduo não pode lutar por aquilo que não conhece. E o coração revolta-se diante de um universo tão cruel a ponto de cometer tais injustiças justamente com a nossa, dentre todas as gerações da humanidade.
(TAZ - Zona Autônoma Temporária - Hakim Bey)

sábado, 27 de setembro de 2014



Para Natália D'agostin

É sobre este pequeno souvenir que agora te compoe e me faz um voyer da tua vida contada.
Não me adentro nos detalhes, quero deixar minha imaginação escorrer sozinha
sem informações precisas
eu gosto disso.
Uso a minha criatividade para imaginar a sua, e então me dispo das antigas ideias, quero criar motivos novos.
do vazio para o preenchimento imaginário, é isso!
Eu crio as minhas idéias que mediocremente finjo ser suas..
E assim me lembro que Você me fez ver, certo dia, o que era flanar.
E inevitavelmente agora te imagino flanando por conta deste souvenir
ou estou eu flanando por conta da sua experiencia?
Ah, quão doce e saboroso souvenir, já que não posso te-lo pra mim o sinto amargo
ou quem sabe não é tão doce quanto parece, e de fato agora depois de tanto salivar ja se foi o açucar, ficando apenas vestigios amargos em seu sangue?
Pequeno grande souvenir! E agora já não é mais de você que eu falo, e sim dele.
Quem seria você agora sem ele?
talvez não estivesse aqui contando o que ele lhe causara, e eu tampouco estaria aqui desvendando minunciosamente o que você sentiu ao te-lo em seu estômago.
Droga, estômago, também tenho um e ele acaba de me avisar isso com um sutil ronco capaz de acordar quem ainda dorme.
Opa, desculpa, te acordei também? Vai dormir um pouco mais, quem sabe você esquece essa loucura toda do sounevir.
Enquanto eu fico aqui tentando absorver ela pra mim.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014




quinta-feira, 4 de setembro de 2014

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Na minha experiência, tenho em programa e já iniciei o que chamo de apropriações: acho um objeto ou conjunto-objeto formado de partes ou não, e dele tomo posse como algo que possui para mim um significado qualquer, isto é, transformo-o em obra: uma lata contendo óleo, ao qual é posto fogo: declaro-a obra, dela tomo posse: para mim, adquiriu o objeto uma estrutura autônoma.
(Oiticica)

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

quinta-feira, 10 de julho de 2014

O diálogo é enxotado
quem é agora cognoscente?
O sofista ou o que se julga apenas sabio?

Ao afrouxar do compasso
ferroa a pele do moribundo
um remédio por pensar demais.

Se instaura o tédio.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Adentrando no calabouço das verdades engajadas
Templo ecumênico dos céticos
Manifesto público da vida ensaiada
Transmutação dos sentidos enclausurados
Abrem-se olhos e fecham-se portas
Aflora o escarro das almas perdidas
Perdidas pelo caráter, pelo obvio, pelo autoritarismo
Alcançam e apunhalam o passante com força,
Esse então se faz ser tonto
Tolo, cego de amor pelo desamor
Segue rumo atrás do maior bando
Não pode ver que o amor só é livre na verdade do curioso

domingo, 15 de junho de 2014




domingo, 13 de abril de 2014

"Mais uma vez estamos ocupando por um direito básico: moradia. E não reivindicamos nenhum direito desconhecido ou inovador. Pleiteamos o que está no nosso documento político principal, o que diz os rumos que nós, como povo e nação, quisemos traçar em 88. Pleiteamos o que está escrito na Constituição. Ocupamos terra, então, como mecanismo de luta por moradia digna para centenas de cidadãos constantemente tratados como se fossem menos cidadãos que aqueles do Lago Sul, que por anos ocuparam terras sem título e para os quais foram concedidos os terrenos. Ocupamos terra para mostrar que acreditamos na igualdade como princípio básico da convivência humana e que, por isso, não aceitamos que um projeto invista bilhões em um estádio de futebol, mas não se preocupe com a moradia das famílias pobres. Ocupamos terra, enfim, por acreditarmos mais na democracia que aqueles que hoje estão nos cargos públicos. Por acreditarmos que a minoria (não em quantidade de pessoas, mas em quantidade de dinheiro) ainda pode ser escutada. Por acreditarmos que nosso grito sensibiliza quem acredita na justiça social. Por acreditarmos que ainda é possível uma decisão correta pra quem sofre há anos. Somos famílias sem teto, milhares no DF, milhões no Brasil."


sábado, 12 de abril de 2014




sábado, 29 de março de 2014


"Ainda que se punham a legislar ou a cuidar de organização e coisas práticas, nossos homens de idéias eram, em geral, puros homens de palavras e livros; não saiam de si mesmos, de seus sonhos e imaginações. Tudo assim conspirava para a fabricação de uma realidade artificiosa e livresca, onde nossa vida verdadeira morria asfixiada".
(Holanda, 1971: 123).
Imagem: Augustin de Lassus

terça-feira, 18 de março de 2014

Até pouco tempo atrás, a melhor coisa que eu fui capaz de pensar em favor da civilização, afora a aceitação irrestrita da ordem do universo, foi que ela tornou possível a existência do artista, do poeta, do filósofo e do cientista. Mas acho que isso não é o melhor. Hoje acredito que o melhor é aquilo que entra direto em nossa casa. Quando se diz que estamos muito ocupados com os meios de vida para conseguir viver, respondo que o principal valor da civilização é simplesmente que ela torna os meios de vida mais complexos; que ela exige grande combinação de esforços intelectuais, em vez de esforços simples e descoordenados, para que a população possa ser alimentada, vestida, abrigada e transportada de um lugar a outro. Esforços intelectuais mais complexos e mais intensos significam uma vida mais plena e mais rica. Significam mais vida. A vida é um fim em si mesmo, e a única questão sobre o valor da vida é tirar dela o máximo proveito.
Só mais uma palavra. Estamos todos muito próximos do desespero. A proteção que nos faz flutuar sobre as ondas de desespero compõe-se de esperança, fé no valor inexplicável e no desfecho certeiro do esforço e profunda e subconsciente satisfação que advém do exercício de nosso potencial.

OLIVER WENDELL HOLMES, JR
"Foi na Mangueira que eu descobri que a dança é a dança que se dança. A única diferença que há entre samba e rock é que no samba, você tem que ser iniciado nele, pra você poder usufruir dessa desoberta do corpo dançando sozinho. Agora, o rock dispensa esse estágio de iniciação. Ao passo que o samba é uma coisa mais ligada à terra, ligada as coisas místicas das quais o rock prescinde. O rock ja sintetiza tudo isso, você ja é iniciado desde que ele te atinge." (Hélio Oiticica)
"faça de cada coisa um lugar, faça de cada casa e de cada cidade uma porção de lugares, pois uma casa é uma cidade minúscula e uma cidade é uma casa enorme." Van Eyck
"Todas as coisas deveriam receber dimensões corretas, e as dimensões corretas são aquelas que as tornam tão manuseáveis quanto possível. Se decidirmos pararmos de fazer coisas do tamanho errado, logo se tornará claro que quase tudo deve ser feito um pouco menor. As coisas só devem ser grandes quando forem compostas de um conjunto de unidades pequenas, pois dimensões excessivas criam imediatamente distância e separação, e, ao insistire em projetar numa escala demasiado ampla, grandiosa e vazia, os arquitetos se tornarão produtores em grande escala de distância e alienação. A grandeza baseada em multiplicidade implica complexidade maior, e esta complexidade aumenta o potencial interpretativo graças à maior diversidade de relações e à interação dos componentes individuais que juntos formam o todo." Herman Hertzberger
"O gesto nobre ou grandioso não precisa, portanto, excluir automaticamente a vida cotidiana; pelo contrário, pode emprestar-lhe um toque de nobreza e grandeza: o ordinário se torna extraordinário. Uma concepção errônia amplamente difundida entre os arquitetos é que devem trazer o excepcional ao nível do comum em vez de tornar extraordinário o ordinário.
Em nosso trabalho, devemos sempre procurar atingir a qualidade em tantos níveis quantos se fizerem necessários, para criar um ambiente que não sirva exclusivamente a um grupo particular de pessoas, mas a todos. A arquitetura deve ser generosa e convidativa para todos, sem destinção. A arquitetura pode ser descrita como convidativa se seu projeto for tão acessível aos marginalizados pela sociedade quanto aos membros do sistema, e se pudermos imaginá-la existindo em qualquer contexto cultural imaginável. O arquiteto é como o médico - não há espaço para discriminação de valores em seu pensamento; ele deve dedicar sua atenção a todos os valores igualmente e deve simplismente providenciar para que aquilo que pratica faça com que alguém se sinta melhor."
(Herman Hertzberger - Lições de Arquitetura)



sábado, 8 de março de 2014

“Não se deve empacotar pessoas para resolver os supostos déficits habitacionais que as estatísticas revelam. Mais aconselhável seria melhorar os ambientes onde o povo já mora. Da mesma forma que automóvel não funciona onde não há ruas e estradas por onde transite, não há casa adequada sem o ambiente necessário do qual depende”