terça-feira, 30 de setembro de 2014

Estamos nós, que vivemos no presente, condenados a nunca experimentar a autonomia, nunca pisarmos, nem que seja por um momento sequer, num pedaço de terra governado apenas pela liberdade? Estamos reduzidos a sentir nostalgia pelo passado, ou pelo futuro? Devemos esperar até que o mundo inteiro esteja livre do controle político para que pelo menos um de nós possa afirmar que sabe o que é ser livre? Tanto a lógica quanto a emoção condenam tal suposição. A razão diz que o indivíduo não pode lutar por aquilo que não conhece. E o coração revolta-se diante de um universo tão cruel a ponto de cometer tais injustiças justamente com a nossa, dentre todas as gerações da humanidade.
(TAZ - Zona Autônoma Temporária - Hakim Bey)

sábado, 27 de setembro de 2014



Para Natália D'agostin

É sobre este pequeno souvenir que agora te compoe e me faz um voyer da tua vida contada.
Não me adentro nos detalhes, quero deixar minha imaginação escorrer sozinha
sem informações precisas
eu gosto disso.
Uso a minha criatividade para imaginar a sua, e então me dispo das antigas ideias, quero criar motivos novos.
do vazio para o preenchimento imaginário, é isso!
Eu crio as minhas idéias que mediocremente finjo ser suas..
E assim me lembro que Você me fez ver, certo dia, o que era flanar.
E inevitavelmente agora te imagino flanando por conta deste souvenir
ou estou eu flanando por conta da sua experiencia?
Ah, quão doce e saboroso souvenir, já que não posso te-lo pra mim o sinto amargo
ou quem sabe não é tão doce quanto parece, e de fato agora depois de tanto salivar ja se foi o açucar, ficando apenas vestigios amargos em seu sangue?
Pequeno grande souvenir! E agora já não é mais de você que eu falo, e sim dele.
Quem seria você agora sem ele?
talvez não estivesse aqui contando o que ele lhe causara, e eu tampouco estaria aqui desvendando minunciosamente o que você sentiu ao te-lo em seu estômago.
Droga, estômago, também tenho um e ele acaba de me avisar isso com um sutil ronco capaz de acordar quem ainda dorme.
Opa, desculpa, te acordei também? Vai dormir um pouco mais, quem sabe você esquece essa loucura toda do sounevir.
Enquanto eu fico aqui tentando absorver ela pra mim.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014




quinta-feira, 4 de setembro de 2014

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Na minha experiência, tenho em programa e já iniciei o que chamo de apropriações: acho um objeto ou conjunto-objeto formado de partes ou não, e dele tomo posse como algo que possui para mim um significado qualquer, isto é, transformo-o em obra: uma lata contendo óleo, ao qual é posto fogo: declaro-a obra, dela tomo posse: para mim, adquiriu o objeto uma estrutura autônoma.
(Oiticica)