quinta-feira, 19 de setembro de 2013

"(...) E se espreguiçava como me espreguiço, foi com ele que aprendi a me espreguiçar. Gato à toa, por onde você anda. Hein? Dava aulas diárias de preguiça e luxúria mas nunca repetia os movimentos, todo bailarino devia ter um gato. A astúcia. Ao mesmo tempo, o abandono. O desprezo pelas coisas realmente desprezíveis, E aquele cálculo e fixação. Todo feito de delicadezas perigosas — meu gato. Ou Demônio? Nas pausas das lições ficava me olhando, tão mais consciente do que eu na minha inconsciência, como é que eu podia saber?"

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