sábado, 27 de setembro de 2014



Para Natália D'agostin

É sobre este pequeno souvenir que agora te compoe e me faz um voyer da tua vida contada.
Não me adentro nos detalhes, quero deixar minha imaginação escorrer sozinha
sem informações precisas
eu gosto disso.
Uso a minha criatividade para imaginar a sua, e então me dispo das antigas ideias, quero criar motivos novos.
do vazio para o preenchimento imaginário, é isso!
Eu crio as minhas idéias que mediocremente finjo ser suas..
E assim me lembro que Você me fez ver, certo dia, o que era flanar.
E inevitavelmente agora te imagino flanando por conta deste souvenir
ou estou eu flanando por conta da sua experiencia?
Ah, quão doce e saboroso souvenir, já que não posso te-lo pra mim o sinto amargo
ou quem sabe não é tão doce quanto parece, e de fato agora depois de tanto salivar ja se foi o açucar, ficando apenas vestigios amargos em seu sangue?
Pequeno grande souvenir! E agora já não é mais de você que eu falo, e sim dele.
Quem seria você agora sem ele?
talvez não estivesse aqui contando o que ele lhe causara, e eu tampouco estaria aqui desvendando minunciosamente o que você sentiu ao te-lo em seu estômago.
Droga, estômago, também tenho um e ele acaba de me avisar isso com um sutil ronco capaz de acordar quem ainda dorme.
Opa, desculpa, te acordei também? Vai dormir um pouco mais, quem sabe você esquece essa loucura toda do sounevir.
Enquanto eu fico aqui tentando absorver ela pra mim.

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